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Como prevenir lesões

O basquete é um esporte dinâmico que combina saltos, mudanças rápidas de direção e contato físico, o que o torna uma modalidade com alta incidência de lesões. A prevenção não apenas protege a saúde do atleta, mas também melhora o desempenho e a longevidade esportiva. Este artigo tem como objetivo apresentar estratégias práticas, baseadas em evidências, para reduzir o risco de lesões em jogadores de basquete de todas as idades.

É um esporte dinâmico e de alta intensidade que exige movimentos constantes, como saltos, giros e paradas bruscas. Essas ações, embora essenciais para o jogo, também aumentam o risco de sofrer diversas lesões. Entre as mais comuns estão:

Entorses de tornozelo: Ocorrem devido a torções ou saltos inadequados e representam até 45% das lesões entre jogadores amadores.

Distensões musculares: Afetam principalmente os isquiotibiais e os quadríceps, causadas por esforço excessivo ou falta de aquecimento adequado.

Lesões no joelho: Como lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) ou rupturas do menisco, comuns durante mudanças bruscas de direção e aterrissagens.

Fraturas e contusões: Resultantes de quedas ou contato físico durante o jogo.

Lesões no punho e na mão: Causadas por quedas ou impacto com a bola.

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As lesões esportivas geralmente ocorrem quando a tolerância do tecido é excedida, ou seja, quando músculos, tendões ou articulações são submetidos a uma carga maior do que conseguem suportar ou para a qual não estão preparados naquele momento. Isso pode ocorrer devido à intensidade, volume ou frequência excessivos do treinamento, bem como à recuperação insuficiente entre as sessões.

Os três gráficos mostram como o risco de lesão varia de acordo com a carga de treinamento. É evidente que ultrapassar o limite de tolerância dos tecidos aumenta significativamente a probabilidade de lesão e também exige um tempo de recuperação muito maior. Portanto, é sempre melhor respeitar os limites do corpo e planejar o treinamento de forma progressiva, evitando sobrecargas desnecessárias.

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Além disso, é essencial fazer um aquecimento antes do treino, pois prepara o corpo para o esforço físico, melhora a mobilidade e reduz o risco de lesões. Da mesma forma, o desaquecimento após o treino é fundamental para promover a recuperação, reduzir a tensão muscular e ajudar o corpo a retornar gradualmente ao seu estado normal.

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Fatores de Risco

Alguns fatores aumentam a probabilidade de lesões no basquete:

Sobrecarga e treinamento excessivo: Falta de periodização e descanso insuficiente.

Técnica inadequada: Saltos, aterrissagens e movimentos defensivos mal executados.

Calçado inadequado: Tênis desgastados ou sem suporte adequado para o tornozelo.

Condições de jogo: Pisos escorregadios ou superfícies duras.

Histórico de lesões: Uma lesão anterior aumenta o risco de recorrência.

Para reduzir o risco de lesões, é essencial seguir medidas preventivas adequadas:

  • Aquecimento e alongamento dinâmico: Preparar os músculos e articulações antes do treino ou da competição ajuda a melhorar a mobilidade e reduz a probabilidade de lesões.
  • Treinamento progressivo e específico: Fortalecer pernas, core e braços, assim como melhorar agilidade e coordenação, permite que o corpo se adapte gradualmente às exigências do jogo.
  • Uso de equipamentos de proteção: Tornozeleiras, joelheiras e calçados adequados de acordo com a posição e a superfície de jogo oferecem suporte e protegem as articulações.
  • Técnica correta: Aprender e aplicar corretamente saltos, aterrissagens e mudanças de direção minimiza o estresse nos músculos e articulações.
  • Resfriamento (cool-down): Realizar exercícios suaves e alongamentos no final do treino ajuda a promover a recuperação, reduzir a tensão muscular e preparar o corpo para a próxima sessão.
  • Descanso e recuperação: Evitar excesso de treino, dormir o suficiente e respeitar os dias de descanso são essenciais para que o corpo se recupere e previna lesões.


Nutrição e hidratação: Dieta e hidratação influenciam diretamente na prevenção de lesões:

  • Hidratação constante: Previne cãibras e fadiga muscular.
  • Proteínas e carboidratos adequados: Promovem a recuperação e fortalecem músculos e tendões.
  • Vitaminas e minerais: Cálcio e vitamina D são fundamentais para a saúde óssea, enquanto magnésio e potássio apoiam a função muscular adequada.

Seguir essas medidas não apenas protege a saúde do atleta, como também melhora o desempenho e a recuperação a longo prazo.

Reabilitação e Cuidados Iniciais

Em caso de lesão, a ação rápida pode fazer a diferença:

Primeiros Socorros: Aplicar RICE (repouso, gelo, compressão e elevação) para entorses e pequenas contusões.

Avaliação Profissional: Fisioterapia e acompanhamento médico, dependendo da gravidade.

Programa de Recuperação: Exercícios de fortalecimento e mobilidade antes de retornar às atividades, evitando recaídas.

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Frio ou Calor: Como e Quando Aplicá-los Após uma Lesão

Frio (Crioterapia)

Quando usar: Imediatamente após uma lesão aguda (primeiras 24–48 horas), como entorses, pancadas, inflamação ou inchaço.

Efeito: Reduz a inflamação, a dor e o inchaço, contraindo os vasos sanguíneos e diminuindo a atividade metabólica no tecido lesionado.

Como aplicar: Bolsas de gelo envoltas em um pano, compressas frias, por 15–20 minutos várias vezes ao dia.

Calor (Termoterapia)

Quando usar: Em lesões crônicas ou musculares, rigidez, contraturas ou dor residual — não imediatamente após uma pancada.

Efeito: Aumenta o fluxo sanguíneo, relaxa os músculos e melhora a mobilidade da área.

Como aplicar: Almofadas térmicas, banhos quentes ou compressas quentes, por 15–20 minutos.

Regra geral:

Lesão recente com inflamação → frio.
Lesão antiga, dor muscular ou rigidez → calor.

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